No Correio da Manhã
O casal Gomes vai continuar sem contacto com Esmeralda Porto até ser avaliado pela pedopsiquiatra Ana Vasconcelos, determinou ontem o Tribunal de Torres Novas. O mesmo acontecerá com a mãe da menina, Aidida Porto.
As partes envolvidas na disputa judicial da menor estiveram reunidas todo o dia, para que fosse estabelecido um acordo para o regime de visitas, mas a juíza do processo, Mariana Caetano, determinou que os encontros se realizassem apenas depois de uma avaliação psicológica a Aidida Porto, ao sargento-ajudante Luís Gomes e à sua mulher, Adelina Lagarto. Esta análise será feita por Ana Vasconcelos e terá início na próxima terça, com a audição do casal.
Na base da decisão do tribunal esteve um relatório da pedopsiquiatra, entregue ontem, que recomenda o fortalecimento dos laços entre Esmeralda e o pai para a menor encontrar uma "estabilidade emocional".
Apesar de estar a viver com Baltazar Nunes há menos de um mês, Ana Vasconcelos considera não haver "riscos graves" que obriguem ao seu regresso imediato a casa do casal Gomes, que a acolheu desde os três meses de idade.
"A minha filha está feliz, sente--se que está liberta, nunca pediu para falar com o casal e refere-se a eles como o sr. Luís e a D. Adelina", afirmou Baltazar Nunes à saída do tribunal.
O sargento-ajudante Luís Gomes faz outra leitura das conclusões apresentadas pela pedopsiquiatra. "O relatório defende uma guarda partilhada da criança, espelha bem com quem ela tem vinculação, nota-se que está com saudades nossas, mas temos todos que ir com muita calma", disse.
Para Aidida Porto, a menor "está a viver um conflito interior com ela própria e a tratar toda a gente bem, como autodefesa".
Na conferência de ontem, a pedopsiquiatra apresentou também um plano de intervenção e acompanhamento de todos os intervenientes no processo, que foi aceite pelas partes e que será determinante para definir o regime de visitas.
DETALHES
CHAMADAS
A pedopsiquiatra Ana Vasconcelos fez várias "chamadas de atenção aos adultos", por causa da disputa judicial em torno da menor.
VISITAS
O casal Gomes espera poder encontrar-se com Esmeralda em breve, nem que seja num local "neutro", afirmou o sargento.
APELO
As partes envolvidas foram aconselhadas ontem a se entenderem sob pena de a menor ficar "órfã de pais vivos".
16.1.09
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